a brincadeira acabou, mas ainda tem texto para se perderem..

terça-feira, 10 de maio de 2011

Irmãos

Cara de boba olhando pro nada:
um sorriso apaixonado no rosto,
e uma certa vergonha, de sentir isso.
A paixão é de amor fraternal.
A paixão, é admiração, e
um pouco de decepção, uma leve inveja.

O rosto se desfaz:
a mente se esvazia, e vocês conversam.
o sorriso volta a surgir, sem que perceba.
O coração de um modo diferente bate,
mais rápido, e novamente a paixão fica exposta.
A admiração, o amor fraternal,
um pouco de inveja e decepção.

Não por você, mas pelo outro que nao agrada.
Não por você, mas pelo outro que nao se mexe
Não por você, mas pelo outro que não vive,
como você, eu. enfim... Irmãos.

dedicatória: P.M.
"O meio termo é o masoquismo, dos extremos."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Escrava branca
numa senzala de concreto alta.
São seis andares de queda,
E falta de educação
O único relaxamento,
me fora tirado, pela traição
A pátria desnitrida suga as drogas
e as vende mais caro,
embolsam o dinehiro em suas cuecas,
e destroem o mundo com armas

quarta-feira, 4 de maio de 2011

comuécomo?

como vou sonhar, se nao consigo dormir?
como desenhar se meu dom são com palavras?
como amar se meu coração nao curou da ultima lágrima?
como pensar, se meus pensamentos são interrompidos por dores?
como saber se tudo isso é verdade, se apenas escrevo, sem pensar?
como voltar e concertar tudo que ainda quebra com um simples toque?
ou um simples sentimento, que não existe, mas é forçado a existir?
como amar de verdade se nem isso sabe se é real?
como interpretar palavras, se seus pontos defeituosos refletem o mal de seus olhos?
como acreditar que sinceridade faz parte do ser humano, quando nosso mundo,
é regido por hipócritas mesquinhos?
como viver dentro de uma bola de agua, sem se afogar, no primeiro sinal de cansaço?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"Eu nunca sábia de tudo a  todo tempo. São momentos de intensa sabedoria, que, você sabe que sabe de tudo"

Fim

Seus olhos como um rio de lama
brilhoso a brilhar
enquanto o telefone a tocar na praça
e a atenção desperta no derretimento cerebral
ao escutar as tristes vozes perdidas no vácuo
De suas caixas cranianas vazias,
sem qualquer pensamento útil.

dedicatória: alves

domingo, 1 de maio de 2011

molhando

"cai chuva que molha
cai chuva a molhar
céu negro
onda de nuvens pretas
a afogar os peixes voadores
na escuridão."