a brincadeira acabou, mas ainda tem texto para se perderem..
Mostrando postagens com marcador De meus Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador De meus Contos. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de março de 2012

A mente que se flui, ou nao

O pensamento que flui,
e se vai,
(in)telegivel, ou não;
conciente ou nao.

A mente que se vai, e vai,
os questionamentos, o passado
os risos os choros, tudo
ou nada as vezes.

Só olha, inconciente...
Observa sem ver, sem sentir.
Só vive, aquele momento, desligado.

O pensamento corre parado,
ele se vai, mas nao se ouve,
nem eu, nem você

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Monologo

" Sabe o que eu mais gosto na chuva? Os raios, acho que são a maneira mais bonita de se matar alguém - digo, de se matar alguém, porque a pessoa na verdade não fica muito bonita quando eletrocutada. -, desde criança sempre gostei de brilho, de diamantes, de coisas pontudas, hoje isso reflete nos raios. Brilhantes e pontudos. E o mais divertido neles é que sempre enganam as pessoas, Acham que os raios caem, quando ele na verdade sobre. Ou quando ele surge, o som dele vem muito depois. Impressões erradas. Gosto mais de chuva de raios do que chuva de agua. Granizo é legal também, machuca, quebra coisas."

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hã?

Já chegou a pensar, que algo é tão errado que pode ser certo?
Ou que algo é tão grande que nao ter fim, é o fim?
Ou que o fato do redondo ser um ciclo viciante tem um fim?
Que o não é sim, que o sim é não?
Que de que de fato não existimos?
Como se fôssemos um bando de hologramas?
Como se tudo fosse em vão, porém bom.
E muito, muito realista.
Qual quer cosa, é o que quisermos.
Uma cadeira não precisa na verdade ser uma cadeira
A partir do momento em que chamo outra coisa de cadeira
Aquilo passa a ser uma cadeira?
Então pergunto, irônicamente, é claro.
Por que fazemos tantas perguntas,
Se nós no fundo sabemos, que nunca acharemos alguma resposta?
Porque lutamos contra o sistema, se
Na realidade estamos simplesmente criando outro sistema?

Ou enfim, porque perguntamos, se a resposta nos faz
Ter mais perguntas. Como o circulo.
Como um redondo.
Jamais tem um fim.

domingo, 7 de novembro de 2010

Debutando no quarto.

  Estou em meu quarto, ele está comigo, estamos vendo um filme, estou chorando e ele ri para disfarçar as lágrimas finas que caem de seus olhos, me abraça dizendo que eu sou boba por chorar em um filme. Emtão começo a rir da sua ironia irônica.
  Ele se levanta e vai até meu computador, mexe no mouse, clica algumas vezes e uma musica começa: valsa clássica.(?) Rio mais e paro de chorar, ele sabe que eu não sei dançar.
   Ele se abaixa um pouco e estica o braço na minha frente. Desço da cama o olhando com uma careta, mas ele não olha para meu rosto, olha para minhas mãos rabiscadas e manchadas por tinta de caneta. Quando meus pés  grudam no chão ele me agarra e me beija.
   - Feliz aniversário]1 - diz no meu pescoço, não digo nada, mas ele sabe que minha seriedade e o sorriso dos meus olhos significam "obrigada"
   O chão do meu quarto está limpo e entendo agora o porque.
   Com uma mão ele segura minha cintura, com a outra minha mão. Seus pés seguem a música, e os meus pés seguem qualquer coisa.
   Estou dura em suas mãos, mas ele me relaxa.
   Sou o centro de meu quarto agora, e tudo ao meu redor gira, e gira e gira, olho para frente vejo apenas seus olhos verdes e escuto a bela música seguir.
   Eu fico rindo boba, e me pergunto se danço tão mal assim.
   A musica para, e levemente suspiro de alivio. Ele então me olha e sorri, e finalmente diz:
   - Eu te amo.

Violinos

Os violonos tocam, a voz do homem entra junto da bateria, a guitarra não muda a melodia até o momento certo. E tudo se transforma: o rosto triste de uma criança, agora, sorrindo. Um cachorrinho chorando agora seu rabo abanando. Então o violino esta de volta, com sua triste melodia. E a chuva volta a cair.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Biografia

Aquilo que meus olhos dizem, que reflete em meus lábios, você sabe eu sei, mas é bem mais facil acreditar na mentira. Escritora falida, desenhista desconhecida. Sem qualquer tipo de dom, mas a procura de um. Quem sabe meu dom seja escrever palavras sobre as pessoas, sobre mim, palavras confusas que só as lendo como leio, é capaz de achar um sentido. Louca, sábia, Normal. digo normal para ser louca. Sábia nada. de nada sei, se soubesse não estaria aqui. O melhor de tudo é não saber.

Tão simples.

Não sofro pelo outro, 
sofro por mim,
sofro por tudo junto
 não é alguém que manda,
ou que faz,
sofro por sofrer.
Maldito prazer.


Porque sofrer muito é visto como doença?
Porque não nos deixam ser feliz com nossos prazeres diferentes?
Porque não esquecem isso e me deixem aqui?
Porque simplesmente não entendem?
(simples de mais para um humano normal?)
É tão simples, que o cérebro não processa,
Estão acostumados a complicações,
a tudo mais dificil.
Porque simplesmente não me deixam sofrer?
É tão bom sorrir depois de uma recaida.


Não sofro pelo outro, (não se sinta culpado)
sofro por mim, (é tão normal isso)
sofro por tudo junto (você também devia)
não é alguém que manda, (simplesmente é)
ou que faz, (acontece... tão simples)
sofro por sofrer. ( são fetiches)
Maldito prazer.

(dedicatória: Nomel Red Nav Rdnaskela)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ele e o Conselho

 Ele segura em suas mãos, aperta firme, e diz:

- Vocês não entendem não é mesmo? Vocês não concordam e por isso acham errado! A minoria! Como sempre a grande merda da minoria ganhando, ganahndo mais, votando mais, fodendo!!!! mais. São, sim! Todos vocês! - aponto para cada um deles, ele chora agora, sua boca esta ferida e seca, ele a morde com raiva, ate seus lábios perderem a cor.

 Ele balança a cabeça completamente desnorteado, e sabe que esta certo. É a voz dele contra a de todo o concellho! E ele sabe que é verdade, que e certo. E que os outros estão errados. Ele sabe.

- Como vocês podem dizer que tem certeza se não conhece? Se não sabe, se nunca esperimentou? Êhin? Como? Me dizem... como podem fazer isso, tudo isso sem saber, conhecer? Como podem julgar desta maneira? Como a minoria pode ganhar, quando está tão errada!? - ele se pergunta, mas não sabe mais se é uma pergunta. Questiona-se se esta não é a resposta.

É?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desabados de um Poeta Fumante


Ver meu rosto já não consta mais.
O espelho não se quebra, já meu sorriso
Não apenas se fecha, como também chora.
Já se foi o tempo, mas as palavras,

Continuam a chorar em um velho papel
Triste, derrotado. Sozinho, por alguém achado.
Um ser preso também, e esquecido.
Pelas garras do vicio que me enlouqueceu.

Como um poeta sem rimas,
Um fumante sem tabaco,
Como uma história sem qualquer sentido
Uma vontade jamais saciada.

E aquele viciado já sem seu vicio
Escreve poemas, sem poesias,
Sem rimas
Sem sentido, e triste, pela vida.

Morto, e esquecido, como você será,
Vivo, e sorrindo, como você está.
Estava, seria. Nunca se sabe.
Nem aquele que deseja que isso acabe.

Já não quero mais saber,
Já não posso mais escrever,
Pois as rimas estão vindo
E vivo com elas eu sorrindo

Mas como morto já estou
Não consta mais, sorrir
Vou vivendo a eternidade
Com medo de alguém me ouvir

Esse tipo de sexo

"Eu sinto! Eu sinto ele me tocar, eu fecho os olhos e vejo a cena em preto, Seus dentes agarrando minha bochecha, o prazer tudo!" "Eu sinto! E dói! Dói de mais, é uma falta de toque, um excesso de energia. Parece que meu corpo não é o suficiente! É horrível. Eu só quero tocar você, beijar você! Posso? Por favor?" "É implorante, o desejo, a necessidade de sexo, de prazer, de você, de sentir. Nao o sexo carnal, nao o prazer carnal. Só o sexo, sentir entende? Nao? Pois é nem eu. Mas é isso que meu corpo quer! O que eu posso fazer, se não tentar cumprir minhas necessidades?" "É como uma fome, é como uma droga. É horrível a sensação de te-la sozinha. Dói, e quando fecho meus olhos, dói de novo! Sinto minha alma querer sair do meu corpo. Mas nao consegue. Quero chutar, tocar, me espreguiçar, tudo ao mesmo tempo." "Quero seu beijo, seu toque sua voz. E as lembranças continuam, toda inacabadas, ou acabadas erradas. Quero seu sexo. Seja oposto ou não." "Quero ter certeza. É isso que eu quero dizer com o sexo! Quero ter certeza! Quero conhecer, saber. E vai doer, vai doer muito. Mas eu quero, eu preciso, é uma necessidade como qualquer outra. Eu preciso saber isso, como é isso, como lidar com isso." "Porque dói, dói muito, e eu preciso que isso acabe. Agora. Já." "Me ajude? Eu preciso desse sexo, o outro a gente faz depois!"

Para quem leu, e nao entendeu é uma pena, porque eu nao vou explicar, é uma coisa pessoal mas bem ficticia, quer dizer, eu misturei meu sentimento com uma pitada de ousadia. Sexo, mas não esse tipo de sexo. então entendam antes de opinarem tah?
Esse texto faz parte do meu novo blog! logo menos colocoo ele aqui.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A profecia, da lua

O silencio me como via. Estava na lua a 74 anos atrás, ou 35, vocês escolhem. Há! E o porque disso é porque eu estava em uma nave á uma velocidade insana! Enfim, tínhamos de ficar um tempo examinando a lua, então dia 24\12\2012, sentimos um aumento na temperatura grande, ficamos em alerta, mas nada aconteceu, até que em uma hora de edesconço, a gente sente algo como um vento, e saímos da nave para viver.
A Terra. Foi a cena mais linda, frustrante, triste, da minha vida, mas foi lindo, apaixonante, não sai de meus sonhos até hoje. Uma fumaça preta, cinza. Um borrão redondo colorido, quase como um arco-íris de cores quentes. Triste, na hora me veio a lembrança, meus filhos, minha mulher grávida. Mas logo me veio a desilusão, todos haviam morrido, amigos, família, colegas, chefe. Então logo me ocorreu “como vamos sair daqui?”.
O único barulho que ouvia era da minha respiração forte, e triste. Não falei, aquilo tão forte, tão intenso, e num silencio irritante, triste, e belo. Queria escutar o som para acreditar, queria imaginar que isso fosse uma nuvem colorida,mas ligo me veio a data.
A profecia, falei em uníssono comigo mesmo. Uma única, - lembro-me perfeitamente de seu cheiro – salgada, e triste.
Não sabia de que estava chorando, se era o fato de não ter uma câmera em minhas mãos, ou pelos que eu amo mortos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Alcachofra

Eu já vi tudo,
Menos seu coração.
Meu buque de casamento
É um alcachofra quente
Que você vai comendo
Consumindo no amargo,
Até acabar.

Sua língua perdida naquele gosto
Sua mão forte, e quente arrancando
Cada pedaço de mim, e afoga
No amargo molho da sua ilusão

Eu já vi de tudo...
Menos seus coração
Que cada vez parece mais distante
E me sufoca, como se cada segundo
Fosse um segundo a mais afogada
No amargo de sua ilusão.

E novamente me toca,
e arranca minha proteção
Já amolecidos pelo calor, agora fácil
De tirar, arrancar e jogar fora.
E morde a ultima parte de mim que sobrou
Até não adiantar mais e deixar

Eu já vi tudo em você,
Menos seu coração
Que cada vez parece menor,
E dói.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ela e a Rosa

Fiz este texto para o colégio Objetivo, tirei 8,5; os Por causa dos erros ortográficos :S

Eu ando até a sacada, olho para o céu; está estrelado, percebo. A rosa que ganhara está em minha mão,e meus olhos choram, sem controle de meus soluços; meu cérebro não para de relembrar as cenas que meus olhos tentam evitar.
- Esta rosa representou nosso amor um dia! Ele a me deu pensado em nós! Ele me prometeu a eternidade. - A rosa escorrega de minha mão e cai, bela e lentamente dança no ar do oitavo andar. Ela desce em uma livre queda, até eu não a ver mais.
- E com ela se vai tudo! Ele, as imagens perturbadoras, a dor da traição, o ciúmes as lágrimas, os problemas!
Suspiro e subo lentamente, dou um passo e subo na beira da sacada, lá eu olho para baixo, e me imagino a rosa, ela nas minhas mãos.
- Agora eu sou a rosa, e o ar a minha volta, minha mão, ele me matou! - dou um impulso para frente e...
Estou caindo. A sensação é boa, de paz e alívio. "Jamais sentirei dor", penso.


domingo, 4 de julho de 2010

Amores Proibidos

Sou obrigado a olha-lo todos os dias, chego no colégio. Sento em meu lugar de costume e toca o sinal. Então ele entra, dá bom dia e a aula ocorre sem nenhum problema - visível. Meu peito dói, e ele me olha daquela maneira como se eu fosse mais que uma aluna, mas ninguém pode saber. O sinal toca e todos saem correndo para o intervalo, e eu como todos os dias, fico mais dois minutos pedindo ajuda no dever. Ele vem agacha ao meu lado, e sabe que é mais que isso. Ele sabe que eu não tenho duvidas. 
Minha mão apoiada na cadeira do lado do meu corpo, ele finge querer se levantar apenas para apoiar sua mão na minha. O toque gela, e ele me olha desesperado. Não conseguimos mais segurar, ele precisa sentir meus lábios, tanto quanto eu preciso dos deles. Nenhum de nós desvia os olhos, e eles são como imãns agora.
Seus olhos percorrem meu rosto, e os meus o acompanham... Agora estamos olhando um para a boca do outro, todos sabem o que isso significa.
Sua mão ainda na minha, ele percebe, então a tira com vergonha, e medo. Seus olhos suplicam o meu, pedindo, implorando para eu crescer, para não ser sua aluna. Mas não é essa a realidade.
Então o sinal toca, e tenho mais uma aula sufocante com o mesmo professor, ele segue até a lousa e me olha, olhos desesperados, implorando por um beijo. Mais. Um. Beijo.

domingo, 6 de junho de 2010

Amor?

Alguém sabe o que eh amor?
É sofrer, desejar, querer, mesmo quando a pessoa não quer?
Eu sofro diariamente, choro excessivamente,  desejo loucamente, e ele diz não me querer.
Mas ao mesmo tempo chora dizendo que está mal por minha causa.
Mas ao mesmo tempo chora dizendo que não me suporta.
Mas ao mesmo tempo me prende uma faca no peito, e não tem ninguém que a possa tirar.

Quando pisco meus olhos vejo a cena: uma menina ensangüentada com uma faca no peito, seus olhos castanhos estão cinzas desbotado pelo horror, e um menino em cima dela chorando com prazer nos olhos castanhos, a mão segura a espada e ele está completamente perdido sem saber o que fazer. E não quer mudar o seu ato. Ele escolheu sofrer. E ela escolheu morrer para tentar salvar sua lágrima e a dele.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gargula e livro da Morte

Quando o sol se põe e as nuvens aparecem, os cães se calam e vão dormir, os gatos saem, e então surgem as criaturas noturnas, as pequenas e frágeis pombas se transformam: enormes asas negras, dos bicos formam-se bocas, os olhos vazios, enfim ódio e tortura, são enfim, Gárgulas. São criaturas noturnas, antigamente esculpidas em castelos, observadas com admiração e curiosidade. Hoje? Não passam de pombas negras à luz do dia; mas a noite, não diria-mos o mesmo.

Sempre muito temido, o livro dos mortos se abre, as presas escolhem sua vitima com precaução, olhos fixados, e um errinho só, e o mundo todo será descoberto.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Amores e Paixões

E o ciclo vai recomeçar... Sempre a mesma coisa.. e eu já escrevi MILHÕES de vezes isso. Seis não cansam de ler não? hehe. Enfim... chego no colégio entro na sala olho aqueles olhos.. estão olhando para mim encantados... E os meus olhos encantados também. A respiração acelera e ele me beija.
Relaxa, foi um simples beijo de amigos. Eu sorrio envergonhada Alguma coisa está acontecendo.... Ele me da aquele sorriso meigo e malicioso de sempre e eu olho para sua boca e mordo o cantinho do meu lábio de um modo quase imperceptível. O tempo para, mas apenas para nós.
Um professor entra, então todos percebem que não há mais tempo para sair, ou matar aula. Me sento na frente dele. E como de costume ele apóia seu pé na minha carteira, cutucando-me sempre quando possível. De vez em vez olho para trás, ou na minha diagonal esquerda. Onde senta uma amiga. Ela me olha e sorri, então vira para frente e volta a copiar a lousa. Percebo um par de olhos em minha nuca, mas tenho medo de estar errada, decido não arriscar e tentar voltar a olhar para frente antes que o professor brigue comigo.
O sinal anuncia alto e demoradamente o fim da aula. Saio correndo para a sala ao lado, para não ter que dar desculpas - só na minha cabeça - de que eu o estou seguindo. Com ele chegando depois de mim finjo a mim mesma que é ele quem me segue.
Cumprimento as meninas com beijinhos e abraços, ele chega então logo depois de mim, as cumprimento e então vem me abraçar, segurar minha mão. A conversa continua normal, e eu em seus braços... De repente, quando não estamos mais no meio do assunto ele me vira e olha intenso e desesperadamente em meus olhos... Eu retribuo o olhar, de um modo mais simples e envergonhado. Não é de seus costume fazer algumas coisas em público. Nunca soube o porque. Ele me beija, um rápido e intenso encontro dos nossos lábios chama a atenção de todos que estavam perto o suficiente para sentir a presença de algo fora do comum na sala. Mas ninguém para de falar, olham rápido, há alguns comentários femininos e de volta ao assunto.
Depois de algum tempo - não o bastante - ele me solta, e eu desajeitada finjo sair por vontade própria - tentando enganar a mim mesma apenas. - e vou abraçar uma amiga, a mais próxima, faço um leve comentário em seu ouvido, e então alguém grita perguntando: QUEM VAI NO BANHEIRO COMIGO?
É claro que para sair daquela situação, vou eu segui-la até o banheiro.

(continua)

domingo, 9 de maio de 2010

Capitulo Primeiro

            Foi meu primeiro sonho perdido, mas depois deste nenhum outro valeu a pena. Todos infantis, nenhum se igualava a minha sinfonia quieta, calada. Muda pelos suspiros de dor. Luto em preto, e mulho90eres de branco. Meus pulsos amarrados diante da platéia, todos quietos, calados. Mudos pelo susto, talvez pena de um jovem pianista... Quem sabe alguns mais preocupados em receber seu dinheiro de volta.
     O mais importante não são os pensamentos nulos de quem via o piano quieto, calado. Mudo em meus gritos de dor. E sim, os pensamentos calados, quietos. Mudos da sinfonia.
     Meus Pulsos ardiam de dor, e podia jurar que via desenhos pautados escorrendo de minhas veias, ao invés de sangue.
     Chorei.
      Não de dor, nada doía, estava desmaiado. Morto em espírito. Mas consciente o bastante para chorar, e sentir o vazio do sonho perdido entrar pelas veias abertas que jorravam notas pautadas liquidas.
ზზზზ
     Todos olhavam perturbados, mas ninguém chorava. O espanto fora maior do que qualquer sentimento momentâneo. Todos observavam meus pulsos chorantes mancharem o piano que continuava quieto, mudo. Sofrendo calado.
ზზზზ
     De repente alguém grita perto de meu corpo, mas eu não escutei. Confusão, muitas pessoas.
     Estava morto, poeticamente morto
     - Socorro! Alguém!
     - Ligue para a policia! Uma ambulância!
     Minha irmã, com os olhos mais negros que o coração de meu assassino, manchava seu rosto de preto com suas lagrimas.
     - Ana! – grita minha mãe ao vê-la chorando agachada. Recua ao vê-la em cima de meu corpo morto. – Não! Isso. Não! – corre na direção contraria a mim.
ზზზზ
     Silêncio total. As cortinas se fecham. Fim do espetáculo! E como disse inicialmente, fim de todos os meus sonhos, nenhum deles agora importa. Fim do espetáculo, as cortinas de sangue a gora estão fechadas – para sempre, para mim.
     Alguém no meio da platéia grita, quebrando o total e absoluto silêncio que havia na sala. Mas antes que alguém pudesse sair, vários policiais cercaram o teatro.
     - Ninguém entra ninguém sai! – berrou um policial negro. – Todos sentados! – eles se voltaram mudos.
ზზზზ
     Meu corpo rasgado, continuava sem vida, sem sonhos e sem a única coisa que me permitia sonhar com esperança.
     - Olhe! Venham, venham! – alguém desesperado, fala espantado do camarim.
     Todos correm em direção a voz; minha irmã pareceu não ouvir, ficou comigo, ou melhor, com meu corpo. Fechou seus olhos e então começou a cantarolar baixinho minha primeira sinfonia: “Com se vivesse” – irônico.
     Chorei, estava morto, mas chorei, meus olhos se encheram de sangue, e chorei vendo as notas escurecerem minha visão.
     Minha irmã de doze anos fora mais forte que minha mãe.
     - Encontramos uma carta! – disse alguém que saíra do banheiro. – Ele se enforcou. E embaixo de seu corpo estava está carta, que estava com um bilhete em cima, dizendo que a carta era para ser lida, a primeira vez, pela Ana – ele olhou em volta procurando alguma manifestação de quem seria a “Ana Beatriz”, ninguém. – Na frente de todos no teatro.
     - Quem seria a “Ana Batriz”? – perguntou outra pessoa.
     Ana, levantou a cabeça com os olhos úmidos de ódio, e disse:
     - Prazer, irmã do morto – sua voz foi dura, e sarcástica. Mesmo não vivo me assustei ao imaginar que uma garotinha de doze anos poderia ter tanta “firmeza” assim.
ზზზზ
     As cortinas se abrem novamente, todos olham sem entender. Ana Beatriz afasta seus longos cabelos do rosto e para de olhar o piano manchado. Seu coração batia forte, mais forte do que o meu ao sentir o rasgo da faca em meus pulsos; talvez porque ela estivesse viva. E eu estava vivendo a morte,o coração quase parado. Ela estava quieta, calada. Muda em palavras.
     E chorava em silencio.
     Abriu a carta, o barulho do papel sendo rasgado pareceu enlouquecer a todos. Ansiedade. Leu a primeira palavra em voz baixa e começou:
     - Um pianista não sorri, eu sorria de mais. Um pianista escreve e sente, fala e não ouve, eu ouvi. Quem toca sofre e vive da infelicidade, meu riso me dominava- Enfim parou. Seus olhos pretos estavam cinza, e as lágrimas dominaram seu rosto. Piscou e quando voltou a abrir seus olhos, começou a cantarolar minha primeira sinfonia – irônico.
     E chorava.
     O publico olhava molhado, as mulheres a manchar e os homens a fingir.
     - As de branco – recomeçou Ana Bia ao terminar de cantarolar -, são as lagrimas, cristalinas e duras, elas choram e mancham de preto o rosto. Os de preto, o orgulho.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Muda Sinfonia


Foi meu primeiro sonho perdido, mas depois deste nenhum outro valeu a pena. Todos infantis, nenhum se igualava a minha sinfonia quieta, calada. Muda pelos suspiros de dor. Luto em preto, e mulheres de branco. Meus pulsos amarrados diante da platéia, todos quietos, calados. Mudos pelo susto, talvez pena de um jovem pianista... Quem sabe alguns mais preocupados em receber seu dinheiro de volta.

O mais importante não são os pensamentos nulos de quem via o piano quieto, calado. Mudo em meus gritos de dor. E sim, os pensamentos calados, quietos. Mudos da sinfonia.
Meus Pulsos ardiam de dor, e podia jurar que via desenhos pautados escorrendo de minhas veias, ao invés de sangue.
Chorei.
Não de dor, nada doía, estava desmaiado. Morto em espírito. Mas consciente o bastante para chorar, e sentir o vazio do sonho perdido entrar pelas veias abertas que jorravam notas pautadas liquidas.

Continuo a escrever? Será um mini-livro..

quinta-feira, 4 de março de 2010

Deusa de Pedra

São olhos encantadores, feito de rochas cinzas,
Eles demonstram frieza e desinteresse.
Só desejam uma coisa, sua alma. Sua triste e fria, alma.

São olhos encantadores, ela a olho e você nunca mais se mexe
Os olhos são os espelhos da alma.
E eles só desejam uma coisa, sua triste e fria,
Lágrima.

São olhos encantadores, ela sabe que você não vai resistir.
Os olha e se cala. Para sempre, agora sua alma.