a brincadeira acabou, mas ainda tem texto para se perderem..

domingo, 12 de setembro de 2010

Alcachofra

Eu já vi tudo,
Menos seu coração.
Meu buque de casamento
É um alcachofra quente
Que você vai comendo
Consumindo no amargo,
Até acabar.

Sua língua perdida naquele gosto
Sua mão forte, e quente arrancando
Cada pedaço de mim, e afoga
No amargo molho da sua ilusão

Eu já vi de tudo...
Menos seus coração
Que cada vez parece mais distante
E me sufoca, como se cada segundo
Fosse um segundo a mais afogada
No amargo de sua ilusão.

E novamente me toca,
e arranca minha proteção
Já amolecidos pelo calor, agora fácil
De tirar, arrancar e jogar fora.
E morde a ultima parte de mim que sobrou
Até não adiantar mais e deixar

Eu já vi tudo em você,
Menos seu coração
Que cada vez parece menor,
E dói.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dance comigo

Tipo, dance comigo,
Eu e você, dance comigo.
Sem compromisso,
Tipo: segure minha mão,
Minha cintura, e tipo:
Dance simplesmente, comigo.

Confie em mim e
Eu cuido de você
Sem situações passageiras
Só eu e você e
Tipo, dance comigo, como eu
Danço simplesmente, com você

Eu quero estar contigo,
Mas não tenho chance,
De falar, contar, dizer
Ou apenas conversas.
Eu cansei de brigar
Então dance comigo
Pela ultima vez
Sem compromisso

Apenas, simplesmente
Dance comigo.
Só eu e você

R.S.A.M
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Chão molhado

Pisando descalça neste chão molhado
Sentindo o frio, e você calado
Posso escorregar, mas tenho certeza
De que um ficarei, sentada em alguma mesa
Ficar estável, em um lugar
Onde não haja medo de cair

Estou cansada de pisar num chão molhado
Cansada de sorrir para te agradar!
Estou cansada de ter medo, desconfiar!
Estou casada de pisar, de sentir o frio
Da chuva em minha pele quente
De ter medo de falar, de admitir.

Pisando num chão molhado.
E você como sempre está calado
Estou cansada de tentar algo errado
Será que estou pisando em um chão molhado?

Ritmo próprio

domingo, 5 de setembro de 2010

Iludoiasimosaisem

Iludir a ti, iludir a mi
Iludir a ela, a ele, a nós ao mundo
Iludir a vida, porque não?
Iludir a morte, a perseguição?

Iludir o tempo, a hora, os dias.
Enganar a noite, a lua, o sol
Enganar aquele que se ama
Que não ama!, que só iludi

Iludir os dias, as estrelas,
As constelações e os alienigenas
Esconder a verdade, distorcer a ironia

E contar apenas ilusões,
Momentos de falsas paixões
Iludo, iludas, iludi, iludimos, iludais, iludem.

Posso te iludir?

Posso te iludir?
Dizer que amo, que quero, que desejo?
Quero apenas o prazer tá?
E do meu jeitinho.

Posso dizer que te amo?
Dizer que quer, que desejo?
Quero apenas seu corpinho tá?
E do meu modo.

Posso dizer que eu quero?
Dizer que desejo?
Quero apenas suas encomendas tá?
E junto de você.

Posso dizer que desejo?
Que amo, que quero?
Te iludir direitinho, do modo que eu não me iludir?
Jurar coisas erradas, jamais realizadas
Do seu modo, do método certo.
Distorcer palavras, para ganhar sua mercadoria?

O verde dentro de você
Os olhos, o sangue, você entende né?
Posso te iludir? Dizer, distorcer juras
Das quais você sabe que serão mentiras?

Floripa

Um lugar aberto, uma noite escura
Ventos altos e rápidos, uma ponte
Do outro lado: campo, terra, um barco
No certo um pequeno rio fundo e escuro.

Você anda, passa por ele pela ponte
A noite está fria, o sussurrar do vento dói.
Arde, em seus ouvidos. Você não pode parar
Há um campo fechado, escalável,
Um carro enferrujado, pneus perdidos e murchos

E há o lago, já não no centro, agora atrás.
A lua coberta pelas nuvens da madrugada,
Ninguém está a esta hora acordada.
Existe você, e o narrador.
Uma cabaninha, caiaques, remos, pedra,
Vento, medo, agua e terra.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Como se não conseguisse ver
Perco os sentidos
E eu sei que isso,
Não vai funcionar
É um desejo meu
Em qualquer tempo, ou,
Em qualquer lugar.

Me deixe ficas e pensar.
Porque eu preciso de um tempo.
Exatamente agora!
Ou nunca mais verei,
Pois já perdi os sentidos

Pois sempre, em qualquer tempo
Quem fechar meus olhos
Terá de dormir.
Eu sempre soube que ia ser assim
Eu não sou sua.
Não sou propriamente dita, falada, escrita.
Eu não sou nada. Nem tudo.

E como você me fez sentir
Foi muita coisa, mas não real
E agora já se foi o tempo infantil
Está na hora de calar a boca!

Deixe-me tocar sua mão
Faze-lo entender, que seu mundo
Não é real,
E este seu caminho
Jamais será!


E como você me fez sentir
Foi muita coisa, mas não real
E agora já se foi o tempo infantil
Está na hora de calar a boca!